Do que leio, assisto, sinto e absorvo. Nunca será uma verdade absoluta, apenas um ponto de vista ou a vista de um ponto. Talvez uma dedução equivocada do meu olhar diante do mundo. Um olhar humano cheio de CID´s sem a presença da IA. Ela não devaneia. Então pra mim não serve. Eu quero o luxo do erro da falta de coesão textual. Aqui na solidão impossível de quem lê e carrega personagens e enredos dentro de si, me leio e releio. Para mim, é o suficiente. Os devaneios são meus, é tudo que tenho.
terça-feira, 30 de outubro de 2012
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Sem filhos - Corinne Maier
A autora é francesa e cita várias críticas à algumas ações que estimulam a procriação na França. Se ela fosse brasileira então ...
Os argumentos não são convincentes, ainda que verdadeiros. Chega ao nível de desabafo pessoal com detalhes da experiência da própria autora, que possui dois filhos.
Percebe-se no desenvolvimento do livro que os motivos dados pela autora são realistas. Demonstra como o capitalismo se utiliza do público infantil e como os pais têm se mantido cativos em um modelo idealizado de criação dos seus pequenos. Porém, em alguns momentos seus comentários maldosos ou rótulos dados às crianças desqualifica um pouco o seu trabalho.
A partir do capítulo vinte e seis o livro torna-se mais interessante, quando a autora envolve escola, equipe pedagógica e várias armadilhas criadas por um sistema que torna os pais obrigados a lutar pela felicidade dos próprios filhos. Problemas de aprendizagem na escola, crianças que não se encaixam em um sistema idealizado, são alguns dos itens que fazem entrar outros profissionais que mais atrapalham.
Não é uma leitura que desmotiva à procriação, mas é válida e corajosa em um mundo onde as pessoas estão mais preocupadas em ter, do que ser. Lógico que a realidade da autora é de um país diferente do Brasil, porém os resultados a longo prazo ao meu ver são os mesmos. Que cada um decida por sim mesmo. No fim, concordo com a autora.
quarta-feira, 24 de outubro de 2012
Minha cirurgia - laqueadura tubária
A princípio, quero deixar bem claro, que gosto de crianças,
de mulheres grávidas e de pegar crianças no colo. Há! Outro detalhe tenho um
filho de 17 anos. Esse texto não é uma justificativa e nem muito menos uma
abertura ao debate ou julgamento. Apenas quero evitar ficar falando a mesma
coisa.
Na existência de 35 primaveras desejei apenas três vezes ter
filho. A primeira aos 16 anos, contra a vontade do pai que dizia não termos
condições nenhuma para tal. Ele tinha a razão, e eu a decisão. Aquele poderio
feminino de não tomar o contraceptivo
diário e ainda por cima tomar uma garrafada para aquecer o útero. Eu queria ter
um filho, não queria “até que a morte os separe”. Sequelas desse ato são visíveis
até hoje (ainda que não justificáveis para as decisões do meu filho), pois ser
mãe solteira – me desculpem as feministas –, não é tão simples assim.
A segunda vez que desejei ter um filho, aos 19 anos, foi
aquele motivo ridículo de tentar forçar um homem ficar do seu lado. “Para todo
o sempre, já que a morte da paixão já nos separou”. Talvez naquele ano eu tivesse
êxito, mas não rolou. Ufa! Os anos passaram, quantos homens me amaram... e eu
permaneci com a decisão original de ter apenas um filho. Esqueci de citar,
sempre quis assim, talvez por traumas familiares. Enfim, alguns até que nos
protegem de certas formas. Não me condenem.
A terceira vez, foi em 2010, no meu último relacionamento.
De olhar a pessoa, e querer unir cromossomos. Mas, filho é muito mais que unir cromossomos.
Ele não fazia questão, falamos disso na beira do mar, tudo tão romântico. Como
a idade vai chegando, temos noções que certas decisões tomadas no estágio da
paixão é via de mão única, e não de mão dupla. Seria mais uma vez uma mãe
solteira. Sim, pensei nessa pessoa antes de concretizar ontem o resultado burocrático
que enfrentei desde 2009, a laqueadura tubária. Realizada ontem.
Então, todo esse discurso de novela mexicana, para narrar os
fatos. Acredite, a sociedade religiosa e principalmente feminina, tiveram durante todo esse tempo
pedras em formas de palavras para me atacar:
- E se você arrumar alguém que queira um filho?
-
E se o seu filho morrer?
- Quantas
mulheres lutando para serem mães e você querendo cometer esse pecado contra o
mandamento de Deus de multiplicação.
Sim, talvez
eu me arrependa, talvez eu arrume alguém que queira filho e tenha que deixa-lo
partir para formar família. Não adotaria, filho é filho, gerado no ventre ou
não. Só sei que entre um talvez e outro, agi. Lutas burocráticas e decisões com
fulcro na Legislação, consegui. Não sofro de ansiedade pelo futuro, a luta agora
é me recuperar bem, pois ainda abrem o corte da cesárea, por ser serviço
público? Não sei, sei que como cidadã me nego a pagar, afinal já pago impostos.
Posso
agradecer a Deus, afinal nossas conversas não são baseadas em medos. Quem me dá
o livre arbítrio de eternidade não haveria de dar o mesmo em relação a
fecundidade? A interpretação é minha, não precisa debates teológicos,
principalmente de pessoas que não tiveram filhos algum.
No próximo
post, lançarei a resenha do livro “Mais de 40 motivos para não se ter filhos” que
diga-se de passagem, não me influenciou em nada.
Vou almoçar,
estou sendo muito bem cuidada. Tudo acontece no tempo certo. Ainda que demore.
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
E sobre poesia ...
Se eu morrer muito novo, oiçam isto:
Nunca fui senão uma criança que brincava.
Fui gentio como o sol e a água,
De uma religião universal que só os homens não têm.
Fui feliz porque não pedi cousa nenhuma,
Nem procurei achar nada,
Nem achei que houvesse mais explicação
Que a palavra explicação não ter sentido nenhum.
Não desejei senão estar ao sol ou à chuva -
Ao sol quando havia sol
E à chuva quando estava chovendo
(E nunca a outra cousa).
Sentir calor e frio e vento,
E não ir mais longe.
Uma vez amei, julguei que me amariam,
Mas não fui amado.
Não fui amado pela única grande razão -
Porque não tinha que ser.
Consolei-me voltando ao sol e à chuva,
E sentando-me outra vez à porta de casa.
Os campos, afinal, não são tão verdes para os que são amados
Como para os que o não são.
SENTIR É ESTAR DISTRAÍDO.
terça-feira, 25 de setembro de 2012
Sobre aquele assunto ...
Não quero registrar aqui minha opinião em relação ao aluno que bateu na professora. Mas, estou cansada de ver divulgado apenas esses abusos. Quero registrar aqui, que apesar dos pesares, tive e hei de ter bons alunos. Alunos talvez desinteressados, mais que me respeitaram e respeitam. Não vou dar ibope apenas para o mal. Para tal, clamo por disciplinas punitivas que realmente dêem resultados e protejam o docente. Ainda existe para cada ação maléfica desse tipo, vários alunos que ainda valha a pena acreditar no ensino. Que faz valer a pena ser professor. Não vou generalizar. Não vou achar que todos são assim. E esses, que creio que não concordam com a ação do menor agressor, peço que jamais se tornem platéia passiva, mas estudem e lutem por uma sociedade que valorize os professores de vocês. #prontofalei
Feira de Troca de Brinquedos
Que tal comemorar o Mês das Crianças de um jeito diferente?
Vem aí a 1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília! Dia 30 de setembro, no Jardim Botânico de Brasília!
O Coletivo Infância Livre de Consumismo aceitou o desafio proposto pelo Instituto Alana e organizou uma atividade diferente para este Dia das Crianças: a Feira de Troca de Brinquedos.
Serão diversas feiras espalhadas pelo país, totalmente realizadas
por voluntários. Em Brasília, a feira será realizada no dia 30 de
setembro (um domingo), das 9 às 12 horas, no Jardim Botânico de
Brasília.
Quem quiser participar só precisa levar um brinquedo em bom estado
que possa ser trocado com outra criança. Também estaremos recolhendo
doações de brinquedos que serão encaminhados para uma instituição a ser
escolhida.
As crianças deverão também levar sua cesta de piquenique com um lanche saudável (suco, água, frutas–deem preferência a opções naturais, com “embalagem” naturalmente compostável em vez de caixinhas ou saquinhos) e participar de um gostoso piquenique.
Contaremos com algumas oficinas e atividades recreativas: plantio de árvores, educação ambiental, artes, bolhas de sabão com gravetos e linha, teatro, contação de história, história cantada, cantigas de roda, capoeira, atividade de circo, brincadeiras e finalizaremos com um grande piquenique coletivo.
Importante: CASO CHOVA, TEREMOS ÁREA COBERTA PARA AS ATIVIDADES!
A ideia é refletir sobre nossos hábitos de consumo e também despertar na criançada essa reflexão. Tudo isso, é claro, sem deixar de lado o que é mais gostoso na infância: brincar!
Serviço:
1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília
Dia 30 de setembro, das 9 às 12 horas, no Jardim Botânico de Brasília
https://www.facebook.com/ 1aFeiraDeTrocaDeBrinquedosDeBra silia
Informações: Raquel Fuzaro
e-mail: raquel@fuzaro.net.br
Jardim Botânico de Brasília
Endereço: Setor de Mansões Dom Bosco, Conjunto 12, Lago Sul
Telefone: (61) 3366-2141 | 3366-4482
Fonte: http://www.infancialivredeconsumismo.com/
As crianças deverão também levar sua cesta de piquenique com um lanche saudável (suco, água, frutas–deem preferência a opções naturais, com “embalagem” naturalmente compostável em vez de caixinhas ou saquinhos) e participar de um gostoso piquenique.
Contaremos com algumas oficinas e atividades recreativas: plantio de árvores, educação ambiental, artes, bolhas de sabão com gravetos e linha, teatro, contação de história, história cantada, cantigas de roda, capoeira, atividade de circo, brincadeiras e finalizaremos com um grande piquenique coletivo.
Importante: CASO CHOVA, TEREMOS ÁREA COBERTA PARA AS ATIVIDADES!
A ideia é refletir sobre nossos hábitos de consumo e também despertar na criançada essa reflexão. Tudo isso, é claro, sem deixar de lado o que é mais gostoso na infância: brincar!
Serviço:
1ª Feira de Troca de Brinquedos de Brasília
Dia 30 de setembro, das 9 às 12 horas, no Jardim Botânico de Brasília
https://www.facebook.com/
Informações: Raquel Fuzaro
e-mail: raquel@fuzaro.net.br
Jardim Botânico de Brasília
Endereço: Setor de Mansões Dom Bosco, Conjunto 12, Lago Sul
Telefone: (61) 3366-2141 | 3366-4482
Fonte: http://www.infancialivredeconsumismo.com/
08 de dezembro Dia do Basta
No dia 8 de dezembro vá ao Dia do Basta e Leve um livro de literatura para doar. Vamos ajudar a montar bibliotecas pelo país.
https://maps.google.com.br/maps/ms?msid=204819923986905324405.0004c99b7d297651979ef&msa=0&ll=-20.13847%2C-47.548828&spn=61.945511%2C79.013672
Fonte: http://doeumlivrononatal.blogspot.com.br/
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Toma o teu leito e põe-te a andar
Todos nós temos um espinho na carne, todos nós
temos o nosso tendão de Áquiles, todos nós temos uma fraqueza, uma angústia,
uma pedra de Sísifo. Resumindo, todos nós temos um problema, algo que nos cause
dor.
Sem focar na importância do problema, mas na sua reação diante dele, que o outro não seja responsabilizado, a não ser que o outro que determine quem eu deva ser. Não é o outro que deve determinar minhas atitudes, não é o outro que deve decidir por mim, não é o outro que me fere, eu é que me deixo ferir. Ainda que ele tente sequestrar minhas emoções ou me responsabilizar por suas decisões.
Eu aprendi isso há mais ou menos uns treze anos atrás. Eu tenho um espinho na carne, mas esse espinho na carne não me tem. Hoje, damos desculpas para tudo, inclusive, tem se tornado tão normais frases típicas de quem não se responsabiliza: “foi a carne”, “foi a TPM”, “é o remédio”, “são os problemas lá em casa” e a única pergunta de Cristo é “Queres ser curado?”
Ora, a resposta para quem estava doente há mais de
30 anos deveria ser: SIM! Porém, abrindo mais o zoom do nosso vício, do nosso
costume, da nossa mania em sentir dor, responsabilizamos a ação ou a falta da
ação do outro na nossa realidade. “Respondeu-lhe o enfermo: Senhor, não tenho ninguém que me ponha no
tanque, quando a água é agitada; pois enquanto eu vou, desce outro antes de mim”.
Essa resposta não cabia na pergunta de Jesus, mas é
a resposta que damos quando Ele nos pergunta: Queres ser curado? Queres deixar
de andar em círculos como o povo de Israel? Queres vencer a carne? Queres sair
da caverna e do mundo de sombras? Queres tentar de novo? Queres? Queres?
Jesus não ficou passando a mão na cabeça do
enfermo, tendo pena dos anos perdidos na espera de uma alma caridosa que o ajudasse.
Nem nos indivíduos que poderiam, mas não o ajudaram. JESUS O CUROU. E ele
curado, tomou o seu leito (seja lá qual for a sua intepretação sobre esse leito,
pois Cristo que mandou pega-lo) e pôs se a andar.
Esse é o up-grade
de Cristo às nossas vidas. Primeiro Ele te pergunta: Queres? Você vai dar suas
desculpas, enfim... Mas levanta-te, toma o teu leito e põe-te a andar. O
Caminho é dinâmico, não é inerte. As provisões de Deus ao povo de Israel foram
dadas para que eles permanecessem caminhando.
O tempo
não para – segundo o saudoso Cazuza –, não
importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não para para que
você o conserte – dica de Shakeaspeare –, e é na Seara, que vamos nos
somando, nos curando, diminuindo nossa dor, na dor do próximo.
Seja qual for o tamanho do teu leito, levanta-te e
põe-te a andar.
de quem anda com o leito anexado
Sally B.
(Texto de apoio João 05, 01-09)
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
É o remetente? Então preserve o seu destinatário.
A era digital tem nos possibilitado muitas conexões e praticidade no nosso dia-a-dia. Mas, por outro lado, trouxe com ela algumas chateações que de tão repetitivas, tornaram-se uma dor de cabeça. Vou citar dois exemplos, de atitudes simples do remetente de um correio eletrônico.
1º caso - alguém te manda um email, só que essa mensagem não é só para você, mais cinquenta pessoas vão recebê-la. Beleza, afinal praticidade é tudo hoje em dia. O problema é que o remetente não escreve os endereços em CCO (cópia oculta). Sem saber, esse remetente está facilitando contaminações aos seus contatos e possibilitando o segundo caso.
2º caso - Alguém decide responder o email que você e cinquenta pessoas receberam. Beleza. Mas, essa pessoa clica em "responder a todos" sendo que deveria clicar em "responder ao remetente". Você recebe uma resposta que não era pra você. Um saco. Afinal, um email não é um fórum nem um grupo de discussão. (Claro que há casos e casos).
Resultado, nossa caixa de mensagens fica lotada de mensagens que não tem nada a ver conosco e alguns emails contendo vírus pode infectar nossa máquina por descuido ou desatenção ao clicar em um email mandado por um malware, afinal, nosso endereço virtual ficou exposto.
Tenho visto esses casos em excesso e diariamente. Os destinatários acabam sendo advertidos por suas respostas, mas acredito que cabe ao remetente tomar certos cuidados. Não gosto de ficar criando um email pra isso outro para aquilo. É chato. Mas, infelizmente estamos vivendo uma fase onde "os incomodados que se retirem".
#prontofalei
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
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