Gente, um livro lançado em 2014 e a forma como "aconteceu" é muito interessante. De forma resumida, a autora precisou de uma narrativa para participar de uma oficina do falecido autor colombiano Gabriel García Marquez em 2006. Ela conseguiu participar. Vou escrever tudo direitinho com maiores detalhes na resenha do livro, pois acredite, a história é fértil e muito interessante. Realmente tem uma cidade chamada Caridade no sertão cearense com uma cabeça de santo.
Do que leio, assisto, sinto e absorvo. Nunca será uma verdade absoluta, apenas um ponto de vista ou a vista de um ponto. Talvez uma dedução equivocada do meu olhar diante do mundo. Um olhar humano cheio de CID´s sem a presença da IA. Ela não devaneia. Então pra mim não serve. Eu quero o luxo do erro da falta de coesão textual. Aqui na solidão impossível de quem lê e carrega personagens e enredos dentro de si, me leio e releio. Para mim, é o suficiente. Os devaneios são meus, é tudo que tenho.
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sexta-feira, 4 de julho de 2025
A cabeça do santo (ainda não é a resenha)
Cuidando da minha saúde em tempos de secura, decidi dar uma espiada nas promoções da Amazon (Kindle). Me deparei com esse título, A cabeça do santo, e lembrei de uma entrevista da última Bienal/RJ/2025 onde quase ninguém conseguia citar um título de literatura brasileira (sem ser os clássicos). Mas uma jovem citou e deu um relato muito interessante. No dia pensei "esse livro deve ser muito bom para essa leitora dominar assim a sinopse". Pois bem! Quando dei por mim, baixei e em uma única sentada li 58 páginas, a saber, a primeira parte. Quanto tempo isso não me acontecia ...
Samuel, após perder a sua querida mãe, Mariinha, viaja para Candeias para cumprir o que prometeu a sua genitora no leito de morte. Eis a aventura, ele acaba dentro de uma cabeça de santo e passa a escutar as orações casamenteiras que mulheres da pequena cidade fazem ao santo para casar. Eu fui sequestrada pela escrita da autora e fui conhecer um pouco mais sobre ela. O livro vai virar filme e já foi traduzido e lançado em outros países. Que demais! Indico e sigo lendo. Logo uma resenha por aqui.
sábado, 27 de fevereiro de 2016
Petrus Logus: o guardião do tempo
O último livro que li do autor Augusto Cury, foi O vendedor de sonhos. Depois senti um certo tédio pelas repetições, como se o autor tivesse se reescrevendo a cada linha. Bom, então apareceu a proposta de trabalhar a obra infanto-juvenil Petrus Logus: o guardião do tempo (edição 2014) com alunos do 7° ano. Fui analisar.
A distopia trata sobre o reino Cosmus liderado pelo Rei Apolo, pai de Lexus e Petrus. Após a Terceira Guerra Mundial, a humanidade passou a sobreviver sem o acesso ao conhecimento. Para o rei e conselheiros (Demétrius, Terrívius, Cômodus) o conhecimento foi o grande causador da Grande Catástrofe. Vários teriam sido os motivos: crescimento populacional; avanço tecnológico que facilitava conexões superficiais; consumismo mundial paralelo à luta pela expansão econômica de potências sem sustentabilidade e no final do século XIX, revoltas causadas pela escassez de água e alimentos. Quase profético, principalmente pela citação do uso de propagandas de massa para seduzir e manipular em especial a juventude mundial, e claro a eliminação das minorias.
Após essa boa reflexão e espelho da atualidade, vamos ter uma aventura do jovem que não aceita a falta de mobilidade social no reino que pode ser um dia seu. Para tentar mudar o cenário, ele enfrenta a todos, inclusive o próprio pai. Vale a pena a leitura, vale a pena a ciência que, mesmo sendo faíscas, podemos mudar o mundo. Mas, para tanto, é necessário vencer a si mesmo. Eis a grande batalha de Petrus.
Sawabona - eu te respeito e te valorizo
Sshikoba - então eu existo para você
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