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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Arte e artista da cena do filme Bastardos e Inglórios - Tarantino (2009)

 Há muitos anos átras (na época da Licenciatura em História) eu fiz um mini curso sobre A História do Cinema e lembro até hoje dos divisores de águas (segundo o palestrante do curso -  não guardei muitas informações. Lembro que foi na Caixa Cultural/DF para pegar horas complementares ...) que foi o fato de fazer um filme sobre uma dupla de criminosos Bonnie and Clyde: uma rajada de balas (1967) e como Tarantino mudou a forma de fazer cinema.

 Lembro que no dia, levantei a bola do filme O bom, o mau e o feio (Sergio Leone, 1966), mas fui informada que não entrava nesse divisor por pertencer ao gênero dos faroestes (Ué! então tá! Como se Faroeste e a marcha para o Oeste... bem deixa pra lá). Uma observação: conheço o filme pela música de Ennio Morricone apresentada pelo meu pai. Fica a dica! Música The good, the bad, the ugly

Visitei a Feira Tesourinha @feira_tesourinha (instagram) no dia 17/05 no Centro Cultural Renato Russo e adquiri algumas artes do artista @mandakarunohana de filmes da minha época: Bastardos e inglórios (2009), Pulp Fiction (1994) e Um drink no inferno (1996). O último salvo engano, Tarantino participou como ator. Depois farei uma postagem sobre cada um deles. Hoje é para escrever sobre Bastardos e Inglórios. 

Quando participei do curso, conhecia bem pouco sobre Tarantino. Confesso que o curso me fez consumir o que eu conseguia na época (locação de DVD´s). Hoje tenho alguns filmes em DVD (apesar que poucos ainda tem esse aparelho em casa) e não somos mais da época de levar filmes para passar em sala de aula (como professor). Tudo é streaming. Mesmo não conseguindo gostar de 50% dos filmes de Tarantino, quando se trata de História, eu me rendo totalmente. Por isso que, em cada postagem, vou explicar o motivo. 

Cena: Taverna - Bastardos e Inglórios (releitura artista Luissandro 2018 - publicado com autorização)


A minha intenção não é fazer resenha sobre o filme, temos vasto material virtual há anos! Só deixar uma acréscimo: é um final paralelo sobre a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) dividido em capítulos, e, eu acho que, erroneamente (minha opinião pessoal), dão muito glamour a Brad Pitt. Não vou perder o meu foco!

Gente, Tarantino vai no mais profundo da cultura para dirigir essa obra prima. Quem estuda superficialmente, não entende cenas tipo: capítulo do leite (início), capítulo do strudel com creme de leite entre Shosanna (Melanie Laurent) e coronel Hans Land (Cristoph Waltz) e o capítulo na taverna de La Louisiane (minhas cenas prediletas). Só um acréscimo, Cristoph Waltz recebeu uma premiação como melhor ator coadjuvante e a maioria dos idiomas que ele falou no filme, ele tinha fluência. Super merecido! (Também recebeu em Django - 2012). 

A cena do strudel com creme de leite é um teste para Shosanna, já que vai banha de porco (na receita tradicional austro-hungara) e Hans Land (Cristoph Waltz) saiba (talvez) da sua identidade judia (kosher). A cena introdutória do leite é material para uma postagem sobre o uso da bebida e a ideologia de supremancia branca (deixemos para depois). 

A cena da taverna traz uma desconfiança do sotaque (ou ausência dele) do tenente Archie Hicox (Michael Fassbender), espião britânico disfarçado de alemão, no final da música que estava rolando. Desde a unificação da Alemanha (1871), o militarismo passou a ter uma característica lacônica (quase espartana). Então um tenente emocionado em um período de tensão militar, já não pegou muito bem. 


Antes da cena dos três dedos britânico, a solicitação de um whisky (Scoth, bebida da Escócia) ao invés de cerveja (tipicamente alemã), já estava deixando claro que algo estava errado. Talvez para nós brasileiros não faça o menor sentido. O sotaque faz todo sentido! Já pensou: eu de Brasília (culturalmente sem sotaque) me passar por mineira? Sem chance! Tudo bem, a taverna é francesa (La Louisiane - vila de Nadine - norte França), País que estava ocupado desde 1940 pelas tropas alemãs, mas o cidadão em questão se passava por um oficial alemão. A sobrevivente Bridget Hammersmark (Diane Kruger) demonstra como um alemão culturalmente pede três (polegar, indicar e dedo médio). 



Parece besteira, né? Mas é adentrar na cultura de uma nação para fazer um roteiro. Isso torna Tarantino excepcional. É chamado de semiótica: nada comunica apenas o que aparenta. Claro que Hinox sabia, mas algo repetido várias vezes na própria cultura acabou denunciando a sua origem. A tensão presente nas três cenas que descrevi como as minhas preferidas aqui, fazem parte da característica de Tarantino: a tensão que descarta o diálogo. 

Tenho como crítica (deixando claro que sou um pequeno grão de areia e minha opinião é bem pessoal e não digna de verdade absoluta) é que colocam norte-americanos como heróis (típicos do cinema norte-americano). Por ter sido baseado na Operação Greenupa e nos combatentes que operavam na área da vegetação (maquis) para atacar tropas nazistas de surpresa, acabamos (como sempre) louvando a ação estadunidense nos conflitos de guerras mundiais. Mas, é ficção! Que estudemos História para apreciar com um olhar crítico qualquer produção e deixando claro, é uma obra-prima louvável de vários prêmios que foram recebidos. 




sábado, 11 de abril de 2026

Frankestein do diretor Del Toro

 Juro que eu tinha esquecido do Frankestein  (ou Prometeu Moderno de 1818) de Guilherme del Toro, apesar de ter me apaixonado na primeira assistida (assisti 3x). Aliás, eu sou apaixonada pela forma em que Guilherme del Toro humaniza monstros e demonstra o verdadeiro monstro. Mas... esses dias meu esposo quis assistir e decidi escrever. 


Precisamos dar os devidos créditos a autora:A ideia para Frankenstein surgiu em uma noite chuvosa de verão na Suíça, onde Mary Shelley passava férias ao lado de dois poetas ingleses: Percy Bysshe Shelley, seu futuro marido, e o célebre Lord Byron, locatário da residência onde o casal estava hospedado. Como os três estavam presos em casa em função da tempestade, Lord Byron sugeriu um passatempo. O poeta, ícone do romantismo, desafiou cada um dos presentes a escrever uma história de fantasmas (e não poderia haver atmosfera mais adequada à temática!).

 Em um primeiro momento, Mary Shelley relutou em aceitar o desafio. Alguns dias depois, entretanto, na madrugada de 16 de junho de 1816, a escritora teve a visão de um jovem estudante dando vida a ossos que havia recolhido de uma sepultura. Assim, com apenas 18 anos, Mary Shelley criou Frankenstein. A ideia virou um conto e foi apresentado aos demais presentes na casa.Porém, não levou assinatura e não era comum a publicação de livros sem assinatura e nem assinados por mulheres. https://www.nationalgeographicbrasil.com/cultura/2024/02/os-5-dados-sobre-a-historia-do-carnaval-no-brasil-que-voce-nao-sabia

Fora isso, eu só gostaria de citar a forma como Guilherme del Toro dá voz aos monstros e o Frankestein (Netflix) possibilita ver a opinião de todos os envolvidos. Eu sou apaixonada por esse diretor! Então não quero escrever muito, só aconselhar a assistir. A fotografia, figurino, fotografia estão sensacionais. 





quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

A Grande Inundação - Netflix (dezembro/2025)

 

    O filme A Grande Inundação (dezembro/2025), dirigido por Kim Byung-Woo, ficou entre os mais assistidos na plataforma de streaming Netflix durante algum tempo em dezembro do ano passado. Porém, portanto e contudo, ser o mais assistido não significa ser o mais compreendido. Muita gente acabou não gostando por não ter compreendido a ficção científica sul-coreana sobre uma mãe tentando salvar seu filho durante uma catástrofe mundial. Mas, vamos por partes. Deixando claro que é a minha opinião pessoal sobre o filme e leituras rápidas e rasas em alguns sites. De fato, dá um nó na cabeça. Não assista sem prestar atenção!

    A pesquisadora An Na acorda em seu apartamento com o seu pequeno filho Ja-In e a manhã sai da normalidade com uma ligação sobre uma inundação que está acontencendo e é percebido pela protagonista que já começou a atingir o seu prédio. Um asteróide caiu na Terra e com o derretimento das calotas polares da Antártica o planeta será exterminado com a Humanidade. Hee Jo faz parte de uma equipe de segurança e tem a missão de salvar a pesquisadora para que essa possa dar continuidade a pesquisa sobre um gerador de emoções e assim começar uma nova Humanidade.

    SPOILER A PARTIR DAQUI

    Bom, descobrimos que após uma fuga com bastante possiblidades de afogamentos, Ja In não pode acompanhar An Na e a partir daí todos os detalhes são importantes. An Na sai em um foguete e participa de um experimento sendo a cobaia para uma mãe matriz e sendo ela pesquisadora de IA e do experimento do gerador de emoções vai passar por várias tentativas para achar Ja In, que já na tentativa de número 1, descobrimos que não é seu filho biológico. 

    Ela passa por milhares de tentativas de encontrar a criança Ja In e em um primeiro momento, parece que ela está sendo castigada por ter escolhido não continuar sendo a mãe do menino após um acidente de carro que a deixou viúva. Nessas várias tentativas, a memória criada entre uma tentativa e outra é a pista necessária para que ela consiga encontrar Ja In. Mas, não é tão simples assim. O experimento é esse! A cada tentativa há a geração da emoção, do vínculo, do afeto entre An Na e Ja In. Inclusive, a criança que já era um experimento científico já tinha ciência e acaba agindo para o desfecho final. 

    Bom, até agora essa é a minha análise crítica sobre o filme que a princípio achei meio que efeito borboleta. Porém, refletindo um pouco, pareceu um pouco sugestivo sobre a mulher que tem a sua profissão e estudo e precisa regastar a sua maternidade. A mulher passar por todo aquele sufoco (acredite, uma fobia louca com tanta água) para salvar a Humanidade e a temática da maternidade no meio, é um filme que eu não assistiria novamente. Claro que temos a maternidade como a salvadora da Humanidade, afinal, sem ela seremos extintos e todo essa temática, mas eu achei bem forçado. 

    Claro que Hee Joo também tem seu vínculo modificado com o passar das tentativas, convencido pela Eva benigna a cada encontro. Ele que foi abandonado pela mãe experimento na infância, acompanhou An Na com a certeza que ela abandonaria a criança. O homem abandonado pela mãe no passado coloca mais uma vez a maternidade como culpada pela atitude do homem e vai ser outra mulher e suas várias tentativas que vai mudando o comportamento dele. Devaneios e devaneios. Mas conhecendo um pouco da cultura do país de origem, será que estou tão errada assim? 


segunda-feira, 14 de abril de 2025

O quarto ao lado - Pedro Almodóvar


Eu ando pelo mundo prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodóvar (Adriana Calcanhotto)

    Devo começar informando que muitas críticas que li sobre o filme O quarto ao lado de Pedro Almodóvar, citaram a ausência das ditas cores tão presentes em seus filmes. Incrível que foi a primeira coisa que percebi, pois uma das características do diretor é usar das cores para transmitir o humor do personagem/situação. Elas estão bem presentes, mas de uma maneira mais "outono", digamos assim. Bom, não vou dar muitas informações técnicas sobre o filme, só resumir em: Julianne Moore e Tilda Swinton. Já é o bastante para você confiar que vai ser interessante. Um diretor genial e duas atrizes fenomenais. Acrescento que é baseado na obra literária de Sigrid Nunez "What we are going through" (O que você está enfrentando) e é a primeira produção em inglês. 

    Bom, duas grandes amigas do passado, Ingrid e Martha. Trabalharam juntas e bem íntimas... na época. Pausa no relacionamento dessa amizade por um distanciamento de tempo e espaço. A primeira se tornou uma escritora famosa e que em seu último livro debate o tema da morte, algo que ela não compreende. A segunda, reporter de guerras que vivenciou muitas tragédias e mortes. As duas tem bagagem cultural e isso vai ser debatido em vários momentos do filme. Martha está vivendo a sua própria tragédia pessoal: um câncer. Após participar de tratamentos como cobaia toma uma decisão a qual envolve Ingrid, a eutanásia. 

    A partir de agora não vou mais falar do enredo, apesar de ser digno de reflexão, afinal é um filme que cita aquecimento global, mundo pós pandemia, solidão, amizade, pessimismo, otimismo, morte e afins. Agora em diante serão as minhas próprias reflexões. Eu detestei Martha. Isso parece algo cruel, afinal é ela que está morrendo e a morte tem esse poder de absolver tudo e todos. Martha tem um conflito com a sua filha e ela tem um motivo para tudo o que fez. A filha ausente em um momento tão delicado e Martha querendo poupá-la, só fortalece a "bondade" da mãe abandonada, que, se analisarmos bem, abandonou a filha ao viajar tanto. 

    O que fortaleceu a minha opinião sobre ela foi a fala do seu ex-contato físico e sexual, Damian (John Turturno), para Ingrid (que também se relacionou/relaciona com ele em um outro formato mais "humano"). Martha tinha pressa em suas relações íntimas e ele chega a citar a palavra "terrorismo". Mas se dermos um maior zoom, ele não é tão diferente de Martha na sua racionalidade diante da vida e da morte. Por isso que será ele o responsável em achar uma advogada para Ingrid. A escritora sempre transfere essa racionalidade para "não quero falar sobre isso agora" ou "vamos falar sobre isso depois". O melhor diálogo foi entre ele e Ingrid:

"Perdi completamente a fé de que as pessoas façam a coisa certa". Damian

"Há muitas formas de viver dentro de uma trágedia" Ingrid 

    Sobre Ingrid, sei que pessoas assim existem. Me refiro a grandeza do seu coração. Mas eu tenho a sensação que foi mais por não saber dizer "não". Martha em certo momento disse que sabia do sucesso da amiga escritora. Por que nunca ligou? Por que as duas não se mantiverem conectadas? Sei que a vida moderna faz mulheres com carreiras de sucesso tomarem decisões dificeis no campo da maternidade e relacionamentos. Sei também que é mais uma das provocações reflexivas do diretor. Mas a frase de Ingrid mediante a informação da câncer da amiga "como eu não fiquei sabendo?" me faz pensar que não eram tão íntimas assim para Ingrid ter que aceitar a escolha da amiga. Ela não foi obrigada, mas a partir da primeira visita teve a sua vida transformada e foi entrando de novo na vida de Martha a partir de pedidos da amiga doente, não por iniciativa própria. 

    Claro que existiam outras amigas que negaram o pedido de Martha fazendo de Ingrid a última opção. Será que era apenas porque Ingrid deixava claro em suas obras que tinha medo da morte? Ao meu ver, qualquer amiga servia.  Volto a repetir, não eram mais íntimas e ela nem sabia do câncer.  A forma como ela passa a agir para colocar o seu plano em ação,  a forma como só pensa em si mesma e passa a justificar como consequência da doença e tratamento, ignorando os sentimentos de Ingrid só reforçaram a minhã visão dela como EGOÍSTA. 

    Deixando de lado o que eu nem chamo de análise, mas apenas de devaneios pessoais, claro que é um filme digno de debate e vinho. As possibiidades de um filme tão curto são dignas de reuniões semanais para pincelar cada item gerador de reflexão. Até o local ambientado em Nova York me pareceu um pouco provocador, já que a cidade norte-americana é uma excelente referência para vida acelerada e líquida. Só é possível parar para refletir em uma situação como a de Martha? Bom, mais um devaneio pessoal. 

    Finalizemos com Edward Hopper e as referências do artista na casa escolhida por Martha. A fotografia total dessa casa nos dá uma sensação de ser a obra cinematográfica dentro de um quadro pintado por Hopper. Aliás, suas obras abordam finitude, contemplação, solitude e sentimos uma mesclagem de Hopper e Almodóvar na seleção de cores. Genial. Há muitas referências literárias, cinematrográficas, musicais e até guerras. Não é um filme simples para quem não conhece todas as citações, porém, possível. 

    Claro que indico para uma abordagem na psiquê humana sobre como enfrentar o fim e como lidar com as questões que deixamos para depois e esse depois chega. Martha acaba transferindo para Ingrid o depois "mãe e filha" - "ela nunca me contou isso sobre o meu pai". Ingrid recebe como presente, talvez a amiga já soubesse disso. Martha lidava com guerras, mas não conseguia lidar com o conflito entre ela e a sua filha. Deixou apenas uma carta para a amiga e uma para a polícia. Para a filha, bens materiais. No quesito das escolhas, bem sabemos que nem todos podem desistir em nome da dignidade diante do óbito e que a grande maioria não tem material poético elitizado para ser paliativo diante da finitude da vida. Mas como bem disse a personagem Ingrid "há várias maneiras para se viver dentro de uma tragédia". Ninguém está imune a passar por elas. 

*é a minha primeira impressão após assistir o filme. Depois de conversas com amigas e reflexões, sei que algo vai mudar (ou não) sobre Martha. Ninguém atravessa uma ponte sozinha quando o assunto é relacionamento e o outro decide por muro. Escrevo em outra postagem qualquer mudança de opinião. 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Os pais de Chihiro

 Confesso que a única cena que me choca na animação japonesa "A Viagem de Chihiro" é a transformação dos seus pais em porcos. Acreditava que era devido o comportamento de ambos diante de uma comida que eles nem sabiam a quem pertencia, mas não é bem esse o motivo. 

Nesse processo em que me encontro de pesquisa (meu artigo em fase de pesquisa e escrita: Artes Visuais/Arquitetura/Studio Ghibli), acabei me deparando com a explicação do estúdio a uma carta que questiona esse momento. Primeiro vou reescrever o autor brasileiro Viktor Danko (no livo A animação japonesa através dos tempos página 70):


"...há um significado mais profundo, segundo a carta do estúdio, os pais de Chihiro na verdade sofreram tal transformação devido a uma acontecimento conhecido como "A Bolha Financeiroa Imobiliária do Japão", esta foi uma bolha econômica no Japão, ocorrida de 1986 a 1991. Os preços das ações do setor imobiliário ficaram muito inflacionados o que gerou um colapso da bolha que dutou mais de uma década de assetamento dos preços das ações em 2003. A bolha de preços de ativos japoneses contribuiu para que a população se referissem a esse príodo como "a década perdida". 

Abaixo a parte da resposta do Studio Ghibli a fã:

"...Sobre o pai de Chihiro se transformar em um porco, falando claramente, a comida não o transformou em porcos, mas o verdadeiro porco interno emergiu. Isso não foi uma mudança imediata, mas sim mais similar a Chihiro gradualmente esquecendo seu nome na casa de banho, apenas se lembrando quando Haku conta para ela (...).... Seus pais por outro lado são "comidos vivos", uma vez transformados em porcos essas pessoas nunca mais serão humanas de novo, e sua mente e corpo se tornarão aquelas de um porco. Isso não é exclusivo do mundo da fantasia. De acordo com o diretor, há aqueles que realmente se transformaram em porcos durante A Bolha, e ainda não sabem que se tornaram porcos. É estranho que ainda continuem a dizer que precisam de mais e mais. "

domingo, 26 de abril de 2020

O Poço (Netflix)


No filme, acompanhamos Goreng (Ivan Massagué), que acorda numa prisão vertical ao lado do companheiro de cela, Trimagasi (Zorion Eguileor). Nessa prisão, a comida é distribuída de cima para baixo. Quem está nos andares de cima come à vontade. Todo o filme, principalmente seu final inusitado e muito aberto, deixou muitas interrogações. Indico muito!