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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

O Ensino Religioso na BNCC (33/2020)


 Organizado por Emerson Sena da Silveira e Sérgio Junqueira a obra contribui para o debate continuado sobre o papel e o significado do Ensino Religioso no Ensino Fundamental. O livro norteia a prática de educadores, pesquisadores e cientistas das religiões no caminho de mediar para que os estudantes possam compreender sua identidade religiosa em uma construção em reciprocidade com o outro e na percepção da ideia do Transcendente, expressas de maneira diversa pelos símbolos, ritos e práticas religiosas. 

Esta publicação reúne nove ensaios que discutem, em diferentes perspectivas, o conteúdo orientador do Ensino Religioso estabelecido na Base Nacional Comum Curricular. É papel do Ensino Religioso, amparado pelos estudos das Ciências da Religião, produzir conhecimento e formação para superar a ignorância, o desconhecimento, a violência religiosa e o preconceito. 

A partir da BNCC é norma que se trate academicamente, de forma didático-pedagógica, a compreensão das manifestações religiosas e de suas contribuições para as sociedades humanas. Por essa razão, o Ensino Religioso que se pretende para os sistemas educacionais visa à construção de conhecimento sobre as religiões no Brasil, que as entende como constituintes de nossa identidade, mas também como uma dimensão da experiência humana, a qual pode ser entendida como categoria antropológica. 

domingo, 24 de novembro de 2019

Olhar a África - Regina Claro

O livro oferece 12 capítulos\oficinas que têm como objetivo estimular o estudo da África através da utilização de imagens. Diante de uma ausência de estudos sobre a África e os afrodescendentes, a autora percorre o longo caminho que articula as pinturas rupestres às produções artísticas africanas contemporâneas. 

A visão eurocêntrica acerca da África criou uma série de estereótipos que dificultou a construção de uma identidade positiva sobre os africanos e permitiu a profusão de ideias equivocadas. O conhecimento da História da África é condição para o entendimento da formação da sociedade brasileira. Há muito reducionismo que ignora ou oculta as contribuições africanas na sociedade brasileira, fato que está sendo mudado aos poucos desde 2002 com a lei federal 10.639 (torna obrigatório o ensino da História da África e da cultura afro-brasileira do ensino fundamental ao médio). 

É certo que a imagem não ilustra e nem reproduz a realidade, ela a constrói a partir de uma linguagem própria que é produzida num dado contexto histórico. Para análise da imagem, os professores (mediadores), estimulam os alunos a investigarem por meio da problematização das imagens estudadas (sondagem, descrição, análise, interpretação, contextualização, fechamento do trabalho). Excelente material!