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sábado, 10 de maio de 2025

1º ENCONTRO LITERÁRIO "MESA AO LADO - DEVANEIOS LITERÁRIOS COLETIVOS"

 

    Que eu tenho TDAH muitos aqui já sabem. Como faço pra lidar com isso, nem sempre escrevo nos meus textos. Pois bem! O que faço como parte da Terapia Cognitiva Comportamental além da medicação? Sudoku (amo!), buraco/baralho (jogo com meu esposo), jogo dos sete erros, agenda virtual e a novidade de 2025 que é ouvir podcast para sustentação de foco. Só um pequeno detalhe, eu odeio podcast (Spotify) e palestras/vídeos (Youtube). Mas quem se ajuda fazendo apenas o que gosta? Amadurecer é ter consciência disso.

    Pois bem de novo: não lembro como acessei o podcast "Para dar nome às coisas" no Spotify da jornalista, escritora e palestrante Natália Sousa. Não lembro se foi a voz macia, os temas, a praticidade sem rodeios para abordar o assunto (mesmo com propagandas) ou a duração (possível de sustentar o foco sem sofrimento). EU ME TORNEI VISITA NA MESA AO LADO (ainda não me sinto parte da sua mesa). Deixa eu explicar, ela começa seu podcast citando o número do episódio e que começou em uma mesa de bar. Decidi colocar o nome do meu grupo de leitura "MESA AO LADO" e me explico no decorrer desse postagem. Para mim faz bastante sentido. 

    Me conectei com a vida de Natália como se ela por algum motivo tivesse sido parte de alguma matriz que eu também fizesse parte. Temos pequenas diferenças de profissão, localização, prioridades mas na essência me perguntei se não seríamos irmãs. Bom, nessa sociedade e com alguns itens que não tenho intenção de abordar aqui, até responderia que somos feitas da mesma receita social/estrutural. Senti e sigo sentindo Natália como uma possibilidade de coisas que eu não conto a ninguém e ela disserta com uma leveza apresentando as suas dificuldades. O seu discurso não é de meritocracia e sim de humanidade. 

    Eu cheguei a ouvir o episódio que ela falou do lançamento do seu livro. Até fiquei sabendo de um livro anterior e que está esgotado e sei que me autosabotei a ponto de não comprar o livro na época que ouvi o podcast. Citei o livro mês passado para uma amiga que me contou hoje que, quando eu sugeri, comprou no dia seguinte. MANO! Falei com tanto entusiasmo e nem ao menos comprei (sim, eu me autosabotei, ainda faço isso). Pois bem! Ontem escutei o episódio S07EP268 do dia 12 de março (eu não sigo uma sequência) e após isso que decidi comprar mesmo com condições financeiras desfavoráveis (mentira da autossabotagem, já fiz loucura por livros). Comprei a versão Kindle que não sou muito fã pela dificuldade de fazer histórico na estante SKOOB. 

    Bom, esse é o relato da escolha do livro para o meu primeiro encontro de devaneios literários em grupo. Devaneios porque pode fazer sentido ou não. Vai saber! Talvez após lê-la, eu me sinta mais parte da mesa de bar da Natália. Mas, por ora, eu quero ficar na mesa ao lado escutando a conversa, tomando uma água com gás e limão, esperando que ela me note (carência literária). Talvez pela lindeza da autora, isso não faz sentido, mas faz parte das curas que ainda preciso e quem me conectam ao tema. Por isso essa conexão maravilhosa. 

    Nosso encontro será no dia 25 de junho 20h-22h (Brasília) via meet ou zoom, ainda vou decidir. A intenção é que seja sempre na terceira quarta-feira do mês, mas sigo já colocando excecão no primeiro encontro, pois a regra é que não seja imutável ou engessado. Não é obrigatória a leitura para a participação, nem sempre conseguimos comprar e/ou os tempos são de acelerada exaustão produtiva. Mas deixo aqui com todo o carinho e sinceridade do mundo esse convite do grupo MESA AO LADO - DEVANEIOS LITERÁRIOS COLETIVOS. 

 O grupo não tem o propósito intelectual modelo regra ABNT e nem de substituição de terapia. Jamais! A regra será o respeito da opinião alheia, desde que não seja apologias surreais de preconceito ao próximo. Não será gravado e no final do encontro haverá a sugestão do próximo livro. Eu sou leitora desde o século passado (hihihi), mas eu não sou curadora, mediadora, especialista. Mas segui essa vybe aqui já da leitura que comecei hoje:

A vida se reorganiza no movimento

    Caso deseje participar e não me conhece, tem uma caixa de mensagem no final da página (versão PC) que você pode entrar em contato comigo (sallyinacio@yahoo.com.br). Me envie seu nome, whatzapp com DDD e email. Vou te relembrar perto da data no formato que for melhor pra você (por exemplo, odeio whatzapp e ainda amoooo email). Não tenho intenção de vender nada, não sou patrocinada por ninguém e minha intenção é apenas troca de devaneios literários.  Você vem? Você segura na minha mão nesse primeiro passo? 

Link Livro Medo de Dar Certo

Quer apoiar a autora?

Instragram Para dar nome às coisas

terça-feira, 6 de maio de 2025

Dia da Matemática e a cura pela Literatura

 


    Hoje, 06 de maio, é o Dia Nacional da Matemática. Quem sempre teve/tem dificuldade na senhora dona Matemática coloca o dedo aqui! Eu, sempre eu! Lembro até hoje da professora de matemática Filomena da E.Classe 410 Norte do Ensino Fundamental (antigo 1º grau).  Ela foi uma excelente professora mas na época não tínhamos adaptações para TDAH e o meu laudo veio bem tardio. 

    Sobre a tabuada, aprendi de uma forma bem dolorida e eu não aconselho como prática pedagógica. Caso eu acertasse a tabuada toda eu ganhava um melzinho e caso eu errasse apenas uma, levava palmatória. Essa conta não fecha até hoje. Também aprendi com o apoio de pauzinhos (subtração) e contar nos dedos (adição). No meu tempo de ginásio,  o racíocionio lógico não foi muito valorizado e isso me prejudica até hoje. Aproveitei a data para um desabafo... mas você vai perceber que tem relação. Confia! Leia até o final, por favor. 




    Eu sempre tive interesse nas bibliotecas que frequentei na idade escolar ou até adulta no livro O homem que calculava de Malba Tahan pela capa e título. Achava que Malba era do sexo feminino e o conteúdo pela capa seria algo tipo "As mil e uma noites". Mas a palavra "calculava" mexia um pouco com os traumas da matemática. Em 2011 decidi ler sem muitas expectativas. Gente! Fiz as pazes com a MATEMÁTICA! Outra surpresa: a autoria do livro é masculina e de nacionalidade brasileira. Fiquei chocada e lembro com muito carinho dessas surpresas literárias. 



    Malba Tahan é o pseudônimo de Júlio César de Mello e Souza, um professor e engenheiro carioca conhecido por sua paixão pela matemática e sua capacidade de torná-la acessível a todos. Ele conseguiu no livro conciliar a narrativa com problemas matemáticos, apresentando a história de Beremiz Samir, um viajante persa com grande talento para cálculos. O livro explora a matemática de forma lúdica e acessível. Lembro que passei a ler e a querer resolver os problemas. Resumindo: me sentia estimulada a resolver por causa do personagem. Você acaba tendo contato com vários conceitos matemáticos, como proporções, equações, geometria, probabilidade, entre outros. Me tornei expert em matemática? Não. Mas foi uma reaproximação prazerosa e me mostrou uma outra forma de enxergar os números e cálculos. 



    Sobre a data comemorativa que passou a existir após a promulgação da Lei 12835/2013 sob o governo de Dilma Roussef: 

Art. 1º Fica instituído o Dia Nacional da Matemática, a ser comemorado anualmente em todo o território nacional no dia 6 de maio, data de nascimento do matemático, educador e escritor MALBA TAHAN. Art. 2º O Poder Executivo incentivará a promoção de atividades educativas e culturais alusivas à referida data.


Deixo então essa sugestão de leitura e Feliz Dia da Matemática! 

domingo, 20 de abril de 2025

TDAH - Um guia resumido


    Comprei o livro após uma excelente capacitação profissional com a neuropsicopedagoga Vanísia Rocha. Deixo o site dela aqui como indicação Vanísia Rocha. A profissional escreve apenas em um capítulo, pois o guia possui capítulos escritos por vários autores. São capítulos curtos que não se aprofundam na temática e possuem referências bibliográficas. Fiz várias pesquisas após a leitura. 

    O capítulo que mais gostei foi Impactos Gerais do TDAH na fase adulta escrito pela pedagoga Ana Cordeiro, inclusive coordenadora editorial desse livro. O capítulo Contextualização e orientações básicas acerca do TDAH em crianças também é escrito por ela, que informa sobre os tipos de transtorno e dá algumas dicas de adaptações para evitar comportamentos indesejados. 

    Achei muito necessário o capítulo Transtorno de Humor ou Déficit de Atenção e Hiperatividade? escrito por Gilmara Sousa. Ela usa o exemplo de um diagnóstico em uma criança que passava por uma situação específica e que acabou refletindo em seu desenvolvimento escolar. Antes de qualquer diagnóstico fechado, foi realizado uma pesquisa desde a gestação até o contexto familiar. Rastreamento neuropsicológico e social, muito necessário diante dessa onda de diagnósticos e medicação na infância. 

Outro tema muito importante é  O TDAH e a importância do Plano Educacional Individualizado. Ainda que exigido, muitas escolas não construem o PEI e não adequam o ensino para alunos laudados. O capítulo foi escrito por Thamiris Batista, mestra em Educação, pedagoga, Psicopedagoga e Especialista em Neuropsicopedagogia, Educação Especial e Análise do Comportamento Aplicada. 

    Não que os outros capítulos não sejam importantes, mas registrei aqui apenas aqueles que eu gostei. Uma leitura possível nos dias corridos, mas repito que resumido, por se tratar de capítulos de autores diferentes. A Editora é a APMC e achei pouco material sobre livros, autores e editora. Tanto que a imagem é do livro que adquiri. Indico a leitura.