Do que leio, assisto, sinto e absorvo. Nunca será uma verdade absoluta, apenas um ponto de vista ou a vista de um ponto. Talvez uma dedução equivocada do meu olhar diante do mundo. Um olhar humano cheio de CID´s sem a presença da IA. Ela não devaneia. Então pra mim não serve. Eu quero o luxo do erro da falta de coesão textual. Aqui na solidão impossível de quem lê e carrega personagens e enredos dentro de si, me leio e releio. Para mim, é o suficiente. Os devaneios são meus, é tudo que tenho.
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terça-feira, 17 de janeiro de 2017
sexta-feira, 20 de novembro de 2015
É isto um homem? Primo Levi
Primo Levi (1919-1987), italiano, químico e escritor narrou na obra "É isto um Homem?" suas experiências no campo de concentração nazista de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. Ao meu ver, é o tipo de literatura necessária para todos os alunos e interessados em aprender mais sobre o tema "Holocausto".
Trata-se de uma narrativa repugnante, que até mesmo o leitor pergunta "se seria aqueles, homens" (carrascos e prisioneiros). Sem nenhum traço de humanidade, "kapos" impuseram as maiores atrocidades aos prisioneiros judeus (e outros). Levi descreve desde a sua captura até o resgate dele e de um pequeno grupo de sobreviventes. Se durante a prisão, Levi e os demais perderam suas identidades, conseguiram resgatar quando da fuga dos alemães, que os deixaram à própria sorte. Percebemos o retorno da humanidade, mas nisso já cito praticamente o desfecho, que é emocionante.
Ler "É isto um homem?" é conhecer como foi a rotina degradante de trabalho sob violência contínua. Levi descreve detalhes, desde os uniformes, regras, forma de dormir, tratamento dado aos doentes, as formas de contrabando interno e externo e suas punições, a divisão do trabalho, o frio, a fome, a sopa, a perca da identidade e da esperança.
Algumas pessoas acreditam que sua morte tenha sido suicídio. Não sei, o que acredito é que conviver com tais lembranças não deve ter sido fácil, o que o tornou sobrevivente duas vezes. Indico.
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