sexta-feira, 12 de abril de 2013

Diário Literário março/abril 2013






Após cinco anos de pesquisa a autora reuniu informações de mais de duzentas obras sobre o tema do amor que pode existir entre um homem e uma mulher, ou entre dois homens ou entre duas mulheres. Expondo casos amorosos de diversas épocas a autora dividiu seu trabalho em duas partes, o volume I que vai da Pré-História ao Renascimento e o volume II que vai do Iluminismo até o século XX. Difente da História que se baseia apenas em fatos e datas, a autora se utiliza da História das Mentalidades, que se refere a sentimentos e comportamentos coletivos de determinado período ou lugar.

Fiquei meio sem entender a intenção da autora no término do capítulo sobre a Pré-História. Tudo bem, amor nem pensar no período citado, mas as questões levantadas ao masculino e feminino não linkaram muito. Muito interessante: "Na realidade, a diferença entre sexos é anatômica e fisiológica, o resto é produto de cada cultura ou grupo social. Tanto o homem como a mulher podem ser fortes e fracos, corajosos e medrosos, agressivos e dóceis, passivos e ativos, dependendo do momento e das características que predominam em cada um, independente do sexo. Insistir em manter os conceitos de feminino e masculino é prejudicial a ambos os sexos por limitar as pessoas, aprisionando-as a estereótipos".

Sobre a Grécia, a descrição de mitos (4500 a.C a 146 a.C)na tentativa de descrever o possível sentimento que existia na época entre homens e mulheres. Divisão entre período homérico e Grécia Clássica (incluindo o mito do andrógino; casamento; dote; hetairas e efebos).
Sobre amor/sexo em Roma (146 a.C ao século III) a autora descreveu sobre a civilização romana, Augusto e seu amor por Lívia, sua filha e neta rebeldes que transgrediram leis criadas por ele, as mulheres romanas, Cleópatra (Júlio César e Marco Antônio), como que era o casamento, a procura de um marido, a cerimônia de núpcias, o divórcio ... e muito mais. O link com a modernidade foi o melhor até agora na minha opinião.

No capítulo Antiguidade Tardia (Século III ao V) a autora descreve o período de intervalo entre a Antiguidade Clássica e a Idade Média, período em que o Deus dos cristãos se torna Deus único do Império Romano. Se na Grécia e em Roma o prazer era valorizado, com o cristianismo surge a condenação geral da sexualidade e uma rigorosa regulamentação de seu exercício. O capítulo também aborda sobre a transição do prazer desmedido para a recusa total em nome da fé cristã. Nesse processo transitório entre a Antiguidade Clássica e a Idade Média a desvalorização do corpo, a castidade fundamentada nos textos paulinos, a culpa cristã e a flagelação foram uns dos comportamentos que acompanharam a expansão de uma Igreja coesiva em um mundo instável. Muito do que o mundo atual ainda considera "pecado" não tem origem nos ensinamentos de Jesus Cristo ou nas Tábuas entregues no Sinais, mas nas antigas vicissitudes sexuais de homens que viveram nesse período citado da Roma Imperial, como São Jerônimo e Santo Agostinho.

Capítulo muito extenso sobre a Idade Média (V-XV). O amor, somente a Deus, a ausência total de indivualidade, o corpo totalmente desprezado, as doenças do período explicadas como resultados de pecados dos pais ou de práticas sexuais, a flagelação e o celibato como domínio para conter os impulsos sexuais e o amor cortês que surge no Renascimento do século XII, contrariando os ensinamentos católicos de amor apenas a Deus e não de forma recíproca. O refúgio no adultério demonstrada na literatura cortês. Confesso que esse capítulo é um pouco cansativo. Link com a violência à mulher, não sua origem, mas a permanência de comportamentos de posse masculina e submissão feminina que ultrapassaram séculos.

Século XVI e suas modificações na Europa. Mudanças comportamentais da burguesia, que de fato passa a copiar o comportamento da nobreza. Poucas modificações de mentalidade da Idade Média para o Renascimento. A autora aborda temas que para muitos aconteceram apenas no período medievo, como por exemplo, a caça às bruxas. Para os inquisidores a feitiçaria era mais comum entre eas mulheres do que entre os homens. Para poder anular o poderio do "diabo", homens "santos" e "temerosos" em nome da santa fé, queimavam mulheres, decepavam seus seios e depois colocavam seu mamilo ensanguentado entre os lábios delas. Porém, o que não se conta é que toda forma de repressão e normatização, deixou a maioria das pessoas com medo de serem julgados e torturados, conduzidos assim ao trabalho compulsivo e sem gratificação nesta vida. O que auxiliou, e muito, a concentração do poder na mão de poucos. A autora faz referências à Reforma, Contrarreforma e sobre o puritanismo, tão presente em nossos dias. Com seus mesmos erros, mesmas doutrinas e mesmas ideologias. Quem não está dentro do padrão, reprimido em nome da moral e dos bons costumes, será. INDICO.




Confesso que fugia um pouco desse autor por não curtir muito auto- ajuda, e o mesmo é muito conhecido nessa área por seus vários escritos. Autor de mais de 55 livros nessa área, também é considerado como o "poeta e profeta da medicina alternativa".
O personagem principal é Mickey Fellows, um comediante, divorciado que acabara de perder o pai, Larry. Após uma experiência de contato com o além, ou seja, com seu próprio pai, Mickey recebe a visita do misterioso Francisco. O livro vai girar em torno dos diálogos entre os dois. Temas como medo e ego são abordados, tendo como resultado o riso que não depende da aprovação. O autor procura demonstrar que o sorriso e o bom humor continuam sendo as melhores opções para os dias atuais.
Leitura simples, objetiva e possível de não ser banal ou entediante como alguns livros de auto-ajuda. INDICO. 




Ufa! Esse custou a terminar. O autor dividiu a continuação do livro três em duas partes. Essa, no caso, se concentrou mais em Porto Real, logo alguns personagens não aparecem. Muitas emoções para os que dão ao ar da graça, fatos que me deixaram boaquiaberta! Cersei, Arya e Brienne. O autor é dotado de uma criatividade singular e consegue descrever com detalhes, cenas, pessoas, vestes, momentos e tirar do leitor, personagens queridos.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Minha terra

Poesia dedicada à Rosilda, futura moradora de Brasília que solicitou minha ajuda para saber um pouco mais da minha terra:

Minha terra tem um clima que confunde até o sabiá
De manhã chove e faz frio
De tarde não sei como vai "tá".

Minha terra é de uma secura
Que até as árvores tiveram que se adaptar
E se vai visitá-la, tenha um soro
Para seu nariz humidificar.

Minha terra está localizada no cerrado, Planalto Central
Aqui turista encontra diversidade gastronômica e cultural

Na minha terra estudar pra concurso é a atual moda
e o povo daqui é formado de cabeça, tronco e roda

Na minha terra tudo é longe e diversão custa caro
Se divertir de coletivo é difícil
Sofre quem não possui carro.

Na verdade minha terra pela corrupção está manchada
Mas não é por isso que ela, por seu povo não é amada

Eu gosto da minha terra, sempre saio e viajo pelo país
Mas e à ela que retorno e mesmo reclamando me sinto feliz.
13/01/2011

Brindemos


"Cavucando" lá no fundo das gavetas literárias achei essa pérola que tenho quase certeza que foi eu que escrevi. rs. Na verdade era um perfil no Recanto das Letras, onde tinha dois nomes de Deusas, uma grega e outra nórdica. Já faz muito tempo. Enfim, brindemos. 

Brindemos o luto do amor que nunca existiu
Brindemos aquela quase infinita dor que se alojou no peito
no dia que você partiu.

Brindemos as constantes e laicas despedidas
Brindemos o nunca, o adeus, as mais profundas feridas.

Brindemos o que nos limita
Brindemos a revolta que nos capacita.

Brindemos as percas e o vazio que ela gerou
Brindemos os surtos existenciais diários "quem de fato eu sou?"

Brindemos a manhã seguinte que sempre chega
sem nem ao menos solicitar
Brindemos o ontem, um dia que conseguimos da morte furtar.

Brindemos com o gosto salgado das lágrimas que teimaram em surgir
e depois de tantos brindes, decida, se vale a pena desistir.

Deusa 09/março/2011

sexta-feira, 29 de março de 2013

Diário Virtual Março/2013

Como é de conhecimento histórico, em 1939, a União Soviética ocupou os países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia). O pai da autora, Ruta Sepetys é filho de um oficial militar lituano e fugiu com a família para campos de refugiados na Alemanha. Alguns de seus parentes foram deportados e presos. O livro "A vida em tons de cinza" vai narrar os horrores que enfrentaram os povos dos países bálticos que tiveram seus países devastados. Para tal, fez duas viagens à Lituânia para realizar pesquisas para o livro. 

Um pouco romanceado, ele traz acontecimentos e situações descritos por sobreviventes deportados espalhados pela Sibéria. Os personagens são fictícios, porém o Dr. Samodurov que aparece no final do livro, é real. Esses sobreviventes passaram muitos anos nas prisões da Sibéria e quando voltaram foram tratados como criminosos. Estima-se que Stalin tenha matado mais de 20 milhões de pessoas durante o seu reinado de terror. Os protagonistas, Lina e Jonas, perderam seus pais e no final do livro, há a inclusão dos EUA no enredo, pois aborda a 2ª Guerra Mundial. INDICO para uso em sala de aula (9° ano). 






O livro começa com um texto de Jules Michelet que finda da seguinte forma: "De uma espécie diferente, sai Satã do seio ardente da Bruxa, vivo, armado e pronto para atacar, Por mais medo que sintamos, temos de confessar que, sem ele, morreríamos de tédio". Para o autor/historiador, as crenças em bruxaria, foram à sua maneira, resposta às angústias religiosas da época. A crença que alguém poderia prejudicar outro (principalmente judeus), foi uma maneira de explicar os infortúnios que afligiam com tanta frequência populações fragéis. Há no livro muitas figuras (obras de arte) da época para figurar os mitos demoníacos surgidos no contexto religioso dos séculos XV-XVI.

A bruxaria é uma invenção do século XV, à qual o procedimento inquisitorial confere uma estruturação orgânica. Uma das características do período, foi a promoção da imagem de Satã, poderoso e onipresente, ao qual eram imputados todos os infortúnios da época. (Qualquer semelhança com a religião contemporânea ocidental, não é mera coincidência).

Utilizando do livro que foi manual básico de caça às bruxas,(Martelo das Bruxas Henry Institoris e Jacques Sprenger), os tribunais laicos perseguiram, investigaram, interrogaram, torturaram e condenaram todos os suspeitos de bruxaria. Principalmente mulheres anciãs das comunidades camponesas que conheciam muito bem o segredo das plantas. Claro, que a crença em bruxaria cresceu em grande parte devido às insuficiências da medicina e do uso da imprensa.

A partir do século XVI começou um tímido protesto contra a demonologia. Vários médicos tiveram à frente do combate à repressão. A opinião pública, principalmente a francesa, a dos magistrados e elites sociais, evoluiu progressivamente no séc XVII. Foi sob sua pressão que a grande caça aos bruxos teve fim. Na sociedade do Antigo Regime, a possessão diabólica era a expressão culturalmente codificada do que os psiquiatras do fim do século XIX descreveram como histeria.

Os relatos que levavam à fogueira eram inelutáveis e absurdos. De forma geral, sempre era uma mulher de "má reputação" ou conhecedora do poderio das ervas medicinais que cedo ou tarde falava algo que a condenava. O seu pânico considerado de psicose, envolvia todo o vilarejo e a máquina judiciária. Assim eram as histórias banais, comuns até o final do século XVII, que como tantas outras, acabou em chamas.

Em meados do final do século VXII que vozes clamaram pela razão e pouco a pouco, as últimas fogueiras foram extintas. O autor analisa como historiador, de forma objetiva, o modo de representação que foi a bruxaria, dos primeiros processos às figuras que povoaram o imaginário romântico. INDICO para os interessados no assunto.

quinta-feira, 28 de março de 2013

Páscoa


Porque (a maior explicação)

DEUS (o maior pai)

Amou (o maior sentimento)

O mundo (a maior abrangência)

De tal maneira (a maior intensidade)

Que deu (o maior presente)

Seu FILHO único (o maior sacrifício)

Para que todo (a maior inclusão)

Aquele que nele crê (a maior confiança)

Não pereça (a maior condenação)

Mas tenha (a maior posse)

A vida eterna (a maior salvação).
João 3:16

BOA PÁSCOA

segunda-feira, 4 de março de 2013

Diário literário março/2013




Não lembro de ter lido nada escrito por Max Lucado, apesar dele ser bem conhecido. O livro Aliviando a Bagagem é um traçado literário que de uma forma muito simples - a linguagem do autor é simples e objetiva -, te faz refletir sobre as cargas que nunca deveríamos carregar. Porém, carregamos. A partir da análise do Salmo 23, Max descreve essas cargas, esses fardos para os quais não fomos feitos. A exaustão de forma geral se deve ao excesso de bagagem emocional que o ser humano carrega durante muito tempo, anos, décadas ...O livro não é uma auto-ajuda básica. 

O interessante do livro é a descrição do pastor e do que ele faz pela ovelha. O autor também descreve vários comportamentos da ovelha, que não eram conhecidos por mim e me fez analisar o Salmo 23 de uma forma diferente a partir da leitura. Os capítulos são divididos em "fardos" e "partes do Salmo 23": 


Descansar: 


- da carga de um deus pequeno - Porque achei o Senhor.
- de fazer as coisas do meu modo - Porque o Senhor é o meu Pastor.
- das necessidades infidáveis - Porque nada me faltará.
- das fadigas - Porque Ele ne faz descansar.
- da preocupação - Porque Ele me conduz.
- do desespero - Porque Ele refrigera a minha alma.
- da culpa - Porque Ele me guia pela vereda da justiça.
- da arrogância - Por amor do seu nome.
- do vale da morte - Porque Ele me leva através dele.
- da sombra do aflição - Porque Ele me guia.
- do medo - Porque a sua presença me conforta.
- da solidão - Porque Ele está comigo.
- da vergonha - Porque Ele preparou para mim uma mesa na presença dos meus inimigos.
- dos meus desapontamentos - Porque Ele me unge.
- da inveja - Porque meu cálice transborda.
- da dúvida - Porque Ele me segue.
- da saudade - Porque habitarei na casa do meu Senhor para sempre.
INDICO!

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Diário Literário fevereiro/2013




Bom, me falta tempo! Até agora só li três livros, pois meu trabalho tem necessitado de horas de leitura, uma leitura totalmente diferenciada, diga-se de passagem. Mas, estou sem metas para 2013. Apesar que quero tanto mais tempo para poder ler...

Meu terceiro livro do ano que presenteei com muito carinho para meu chefe. 


A Graça em meio a dor
Já conhecia algumas obras de Philip Yancey, mas a leitura de "Para que serve Deus: em busca da verdadeira fé, foi apaixonante. Talvez porque o autor descreve antes do relato de suas palestras, suas pesquisas sobre o lugar, cultura e história do local que foi convidado, nos aproximando do tema e público escolhido. O desafio principal do livro é falar de Deus mediante a dor e a perca. O livro está dividido em capítulos, que podem ser chamadas de ocasiões tensas em que o autor levou o tema "graça divina".

O primeiro capítulo lida com o atentando em Virginia Tech em abril de 2007.No segundo capítulo, em uma visita à China comunista, uma frase que não é dele mas vale a pena registrar: "Quem lê a História descobre que os cristão que mais fizeram pelo mundo presente foram precisamente aqueles que mais pensaram no mundo futuro (...) Mire o céu, e você vai ver a terra como lucro. Mire a terra, e você não vai ter nem uma coisa e nem outra" C.S. Lewis"


No capítulo "No fundo do poço, a gente grita por socorro",Yancey transcreve sua palestra em Green Lake em 2004, sobre a evangelização de mulheres prostitutas, com a participação de representantes de 45 organizações e trinta países. Lindo capítulo. Profundo.


Yancey nunca escondeu sua opinião sobre sua criação em um contexto legalista/religioso/sulista e sua vivência na Faculdade Bíblica no sul dos Estados Unidos. Em abril de 2007, o mesmo foi convidado pela terceira vez para palestrar nessa faculdade e o tema escolhido foi "Ah, se eu então soubesse..." "Eu gostaria de ter sabido como apreciar dois mundos ao mesmo tempo" - nessa parte o autor fala sobre as regras obrigatórias que ensinavam a se portar dentro da faculdade e não fora dela. Enquanto o mundo debatia a Guerra do Vietnã os alunos nessa faculdade debatiam o hipercalvinismo; "Eu gostaria de ter sabido como cultivar a vida interior", na sua opinião, as regras podem apresentar a tentação de confiar no comportamento exterior em vez de cultivar a vida interior,e por último: "Eu gostaria de ter conhecido a graça aqui na faculdade".


Em Cambridge, agosto de 2008, Yancey descreveu sua palestra que tinha como tema a vida de C.S. Lewis. Sua adorável apreciação pelo prazer que era para o mesmo como o gotejar da graça que unificava os dois mundo, o visível e o invisível. Lewis não via nenhuma necessidade de afastar-se do mundo e fugir do prazer e conseguiu enfocar o cristianismo puro e simples, chegando a ser descrito pelo fundamentalista Bob Jones Jr como cristão. ("Esse homem fuma cachimbo, esse homem consome álcool, mas eu de fato acredito que ele é um cristão! Bob Jones Jr.). Um desafio para os eremitas-cristãos da pós modernidade, ao meu ver.


No capítulo "O grupo improvável" Yancey transcreve sua terceira palestra na igreja carismática na África do Sul que começou em 1979 com treze membros e cresceu somando agora 35 mil. O autor chegou a visitar o Museu do Apartheid, onde cada visitante recebia uma classificação racial, sentindo assim como era o dia a dia das pessoas que viveram o processo desumano do Apartheid. Nesse capítulo há muita informação sobre o processo da troca de governo que pôs um fim abrupto ao Apartheid e empossou africanos negros. O novo regime não cedeu à política da vingança, porém a alegria da mudança histórica fora trocada pelos desafios de corrupção, AIDS, drogas e problemas que acompanham o crescimento de vários grupos humanitários e religiosos.


No capítulo "A partir das cinzas" Yancey palestrou em Memphis em novembro de 2008 e o assunto para "Sobre esta Rocha" foi o momento de escolha presidencial nos EUA, onde Barack Obama venceu (1° mandato). Yancey aborda sobre a importância de construir a casa sobre a Rocha, e levanta (utilizando-se de outros autores) muitos questionamentos sobre política e Evangelho. Achei muito interessante o relato sobre a Revolução Laranja na Ucrânia em 2004, onde a corrupção eleitoral em um resultado foi divulgado por uma deficiente auditiva que na língua de sinais não seguiu o texto e denunciou o fato. Levando o país à Revolução citada.


No Oriente Médio em 2009, Yancey realizou um ciclo de palestras, enfrentando um choque de civilizações e levando o tema graça para uma minoria sitiada de cristãos. Já em Chicago em agosto de 2003, o tema "Por que eu gostaria de ser alcoolico?" tem como pano de fundo a fundação e importância dos grupos espalhados pelo mundo sob a sigla A.A.


O último capítulo trata sobre a palestra em Mumbai em novembro de 2008, no mesmo período em que terroristas do Paquistão desembarcaram no centro de Mumbai e atacaram dez pontos diferentes. Yancey levou o tema graça em um local diferente do planejado e finaliza com a frase de Gandhi "Olho por olho, dente por dente, e logo o mundo inteiro será de cegos e desdentados". No Posfácio ele faz uma análise sobre as situações desagradáveis que esteve envolvido e sobre a o desafio de falar sobre a graça divina em meio à dor. INDICO!"






Tão atual
Conheci George Orwell em "A Revolução dos Bichos" e já conhecia essa sua maneira "engajada" de atacar todo e qualquer sistema totalitário. Na verdade, esse é o seu pseudônimo, seu nome verdadeiro é Eric Arthur Blair, nome que poucos conheciam. Nascido na Índia Inglesa, em uma família de baixa alta classe média, decidiu tornar-se escritor após largar o emprego de policial, pois "odiava o imperialismo ao qual estava servindo". Viveu na pobreza e demorou para ganhar dinheiro com seus escritos. Morreu em 1950 na miséria, lamentavelmente.

A princípio, 1984 é cansativo. A maioria das pessoas sabem que a partir dele surgiu o programa "Big Brother". O título deveria ser 1948, mas como iria ficar muito na cara para os regimes totalitários da época, o título foi mudado para 1984. O local onde acontece o enredo, a "Oceania", foi uma congregação de países de todos os oceanos. Além da crítica aos sistemas políticos totalitários, percebe-se que o autor também manda o recado em relação toda e qualquer transformação da realidade, para isso existem no romance órgãos com essa função, como por exemplo o Ministério da Verdade, onde o protagonista Winston Smith trabalha. (Comparação perfeita à mídia em geral).

Smith é o cidadão-comum e participa de uma sociedade nivelada, onde o indivíduo é reduzido e serve ao governo e ao mercado através do controle total. Winston se incomodava com algo que não sabia descrever e sua vida tem uma mudada total após o contato com Júlia. Até a vida sexual do cidadão era controlada pelo Partido. Após descobertos e levados à tortura, são domesticados e passam a aceitar de forma espontânea todo o sistema que antes eram contrários. O autor, assim como Milan Kundera (Thomaz em A insustentável leveza do ser), descreve o rebaixamento profissional de Smith, trajetória de milhares de pessoas contrárias aos regimes totalitários. E no final, Smith está adaptado ao sistema, e é fiel de fato ao Grande Irmão (Big Brother).

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Saudade é ... (Neologismo)

"Saudade é verbo. Que ninguém duvide disto. Se até ‘verbo’ é substantivo, eu que sinto, defino.
Não guardo registros, para não gerar memória, e forçar saudades. Acredito que as maiores mágicas da vida, não pedem explicações. Depois de explicados os encantos se desfazem, os brilhos nos olhos se apagam e a alma se esvai.

Duvido de tudo que insista em me definir ou se auto-explicar. Desconfio de tudo que seja intenso, que não tenha senso ou que finja gostar. Gosto de gente de verdade, que acorda com a cara amassada, olhos sujos e boca com gosto de noite dormida.

Coração não é terra de gente. É mar de pirata. É picadeiro de saltimbanco. É teoria demais pra mentes pouco praticadas. É músculo que não sente dor, mas dói sempre que a mente conjuga saudade. Verbo irregular, pretérito imperfeito, uma das sete pragas do Egito, peste bubônica, lepra, câncer, ou, todo mal que há.

Felizes os que dormem noites tranquilas ou só sonham antes de dormir, livres assim de todos os pesadelos que os possam esperar. Viver é a arte de acordar, todos os dias, esperando apenas o jogo virar. É torcer para na próxima esquina, aquele alguém, sei lá, de repente, te encontrar.

Amor é palavra que sentimento ou neologismo nenhum seria capaz de explicar. São conjuntos de sensações nervosas que cérebro nenhum consegue aguentar. Findando em saudade, como o encontro do rio com o mar.

Ah, se todos os mistérios e segredos me fossem revelados. Ah, se todos os meus desejos me fossem saciados. Se todos os meus sonhos fossem realizados. Se todos os meus passados fossem apagados, os presentes simplificados e os futuros unificados…

Saudade é verbo. Que ninguém duvide disto. Se até ‘verbo’ é substantivo, eu que sinto, defino. Defino mesmo sem saber se quer o motivo pelo qual, de fato, sinto. Mas, sentir também é verbo, verbo pelo qual meu coração se apaixona. Coração, que não é terra de gente. É mar de pirata. É picadeiro de saltimbanco. Verbo irregular, pretérito imperfeito, uma das sete pragas do Egito, peste bubônica, lepra, câncer, ou, todo mal que há." (Matheus Rocha)
https://www.facebook.com/Neologismo

E foi tão bom constatar que não me atinge mais. Não me entristece, não me aborrece, não me tira o sono. Passa por mim, mas, não me atravessa.
— Tati Bernardi

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Solidão

SOLIDÃO
Fátima Irene Pinto

Solidão não é a falta de gente para conversar,
namorar, passear ou fazer sexo...
isto é carência.

Solidão não é o sentimento que experimentamos
pela ausência de entes queridos que não podem
mais voltar...
isto é saudade.

Solidão não é o retiro voluntário que a gente
se impõe as vezes, para realinhar os pensamentos...
isto é equilíbrio.

Tampouco é o retiro involuntário que o destino
nos impõe compulsoriamente para que revejamos a
nossa vida...
isto é um princípio da natureza.

Solidão não é o vazio de gente ao nosso lado...
isto é circunstância.

Solidão é muito mais que isto...

Solidão é quando nos perdemos de nós mesmos
e procuramos em vão, pela nossa Alma!