O filme A Grande Inundação (dezembro/2025), dirigido por Kim Byung-Woo, ficou entre os mais assistidos na plataforma de streaming Netflix durante algum tempo em dezembro do ano passado. Porém, portanto e contudo, ser o mais assistido não significa ser o mais compreendido. Muita gente acabou não gostando por não ter compreendido a ficção científica sul-coreana sobre uma mãe tentando salvar seu filho durante uma catástrofe mundial. Mas, vamos por partes. Deixando claro que é a minha opinião pessoal sobre o filme e leituras rápidas e rasas em alguns sites. De fato, dá um nó na cabeça. Não assista sem prestar atenção!
A pesquisadora An Na acorda em seu apartamento com o seu pequeno filho Ja-In e a manhã sai da normalidade com uma ligação sobre uma inundação que está acontencendo e é percebido pela protagonista que já começou a atingir o seu prédio. Um asteróide caiu na Terra e com o derretimento das calotas polares da Antártica o planeta será exterminado com a Humanidade. Hee Jo faz parte de uma equipe de segurança e tem a missão de salvar a pesquisadora para que essa possa dar continuidade a pesquisa sobre um gerador de emoções e assim começar uma nova Humanidade.
SPOILER A PARTIR DAQUI
Bom, descobrimos que após uma fuga com bastante possiblidades de afogamentos, Ja In não pode acompanhar An Na e a partir daí todos os detalhes são importantes. An Na sai em um foguete e participa de um experimento sendo a cobaia para uma mãe matriz e sendo ela pesquisadora de IA e do experimento do gerador de emoções vai passar por várias tentativas para achar Ja In, que já na tentativa de número 1, descobrimos que não é seu filho biológico.
Ela passa por milhares de tentativas de encontrar a criança Ja In e em um primeiro momento, parece que ela está sendo castigada por ter escolhido não continuar sendo a mãe do menino após um acidente de carro que a deixou viúva. Nessas várias tentativas, a memória criada entre uma tentativa e outra é a pista necessária para que ela consiga encontrar Ja In. Mas, não é tão simples assim. O experimento é esse! A cada tentativa há a geração da emoção, do vínculo, do afeto entre An Na e Ja In. Inclusive, a criança que já era um experimento científico já tinha ciência e acaba agindo para o desfecho final.
Bom, até agora essa é a minha análise crítica sobre o filme que a princípio achei meio que efeito borboleta. Porém, refletindo um pouco, pareceu um pouco sugestivo sobre a mulher que tem a sua profissão e estudo e precisa regastar a sua maternidade. A mulher passar por todo aquele sufoco (acredite, uma fobia louca com tanta água) para salvar a Humanidade e a temática da maternidade no meio, é um filme que eu não assistiria novamente. Claro que temos a maternidade como a salvadora da Humanidade, afinal, sem ela seremos extintos e todo essa temática, mas eu achei bem forçado.
Claro que Hee Joo também tem seu vínculo modificado com o passar das tentativas, convencido pela Eva benigna a cada encontro. Ele que foi abandonado pela mãe experimento na infância, acompanhou An Na com a certeza que ela abandonaria a criança. O homem abandonado pela mãe no passado coloca mais uma vez a maternidade como culpada pela atitude do homem e vai ser outra mulher e suas várias tentativas que vai mudando o comportamento dele. Devaneios e devaneios. Mas conhecendo um pouco da cultura do país de origem, será que estou tão errada assim?

