| Rainha Elizabeth para esconder as cicatrizes deixadas pela varíola que contraiu em 1562 e projetar uma imagem pálida de pureza ("Rainha Virgem"), ela usava uma pasta branca feita de chumbo branco misturado com vinagre. Bom, o episódio das consortes acontece no pátio central e uma observação para findar essa postagem é a descrição dos entalhes e pilares. Para quem já assistiu a animação japonesa, deve ter percebido a arquitetura, que por mais que, se assemelhe a Cidade Proibida da China (teve esse nome, pois apenas o imperador podia acessar), tem mesclagens de alguns períodos da China e Japão. Deixo o link aqui para verificar a fala da autora sobre essa questão Natsu Hyuga e ambientação. Logo, vamos para o capítulo 3. Sem pressa, pelo menos por aqui. |
Devaneios da Sally
Do que leio, assisto, sinto e absorvo. Nunca será uma verdade absoluta, apenas um ponto de vista ou a vista de um ponto. Talvez uma dedução equivocada do meu olhar diante do mundo. Um olhar humano cheio de CID´s sem a presença da IA. Ela não devaneia. Então pra mim não serve. Eu quero o luxo do erro da falta de coesão textual. Aqui na solidão impossível de quem lê e carrega personagens e enredos dentro de si, me leio e releio. Para mim, é o suficiente. Os devaneios são meus, é tudo que tenho.
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
Light Novel - volume 1 Diários de uma apotecária (capítulo 2)
terça-feira, 20 de outubro de 2026
O diabo veste prada 2 - devaneios de uma decepção
Peguei um dia e resolvi assistir via streaming o volume 2, lançado em 2026, com uma certa expectativa sobre o desenvolvimento dos personagens. Talvez aí, eu tenha errado feio. Não li e não sei se seguiu o livro ou seguiu a liberdade do diretor (mesma equipe em ambas as produções - diretor David Frankel e produção Wendy Fineirman). Mas, confesso que esperava mais de uma personagem em especial e isso tem uma relação direta com o meu devaneio. Quando findou o "volume" 1 e Andrea Sachs se afastou de Miranda Priestly (Meryl Streep), puts! Pensei: ela vai se tornar uma mulher pica das galáxias!
| Meryl Streep e Anna Wintour |
O diabo veste prada 2 aborda o declínio da mídia impressa, e isso, eu entendo bem. Parte da geração que teve acesso às notícias via mídia impressa e agora via digital, entendo bem o conflito apresentado. Claro que não é só isso que é apresentado, acredito que posso usar como exemplo o último desfile (18/out/2026) da Victoria´s secret Fashion Show 2026 em Los Angeles EUA, quando Kylie Jenner foi escolhida para desfilar com o sutiã de US$ 50 milhões. Não interessa as modelos experientes, o que importa atualmente, é o número de seguidores. A influência virtual passou por cima da experiência nas passarelas. Esse complemento é apenas para demonstrar que a arte sempre vai demonstrar a sociedade na qual estamos inseridos. O conflito entre gerações e aquilo que cada uma dá importância é apresentado no volume 2.
| Kylie Jenner - desfile Victoria´s Secrets Fashion Show 2026 |
A moda é mais política do que deduzimos!
Não vou ler o desabafo biográfico de Lauren, mas confesso que gostaria muito de não ter assistido. Vinte anos depois, a ex-assistente da poderosa Miranda, gagueja e é enganada por Emily, sua ex-colega soberba de trabalho. Só uma observação: todas entregam muito! Mas o roteiro é estranho diante do desfecho do filme de 2006. Aparece até um affair para Andrea, mas, para mim, é Emily que está bem inserida no meio da moda com filhos e ex-marido. Miranda, diante de um herdeiro e mudanças de geração, acaba participando de um quarto menos melhor que parece ser uma crise econômica. (e não é! A geração nutella que deseja comandar). Quanto atropelo!
segunda-feira, 19 de outubro de 2026
Light Novel volume 1 - Diários de uma apotecária (capítulo 1)
quinta-feira, 15 de outubro de 2026
Mandakaru No Hana - Volume 1
segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Katseye
Beleza Plástica - Netflix
sábado, 5 de setembro de 2026
Cem anos de solidão (livro e Netflix)
Antes de qualquer coisa, quero avisar que li a obra do autor colombiano, Gabriel García Márquez (Prêmio Nobel da Literatura 1982) duas vezes. Reeiltura. A primeira vez, foi um devoro desproporcional da obra prima que tinha em minhas mãos, e a segunda, um pouco mais lenta e sem tanta paixão.
Pois bem! A Netflix adaptou a obra literária em duas partes e vale ressaltar que, Gabo nunca quis saber disso, pois queria preservar a imaginação dos seus leitores (em todos os livros escritos por ele). Sim, é algo bem preciso (imaginação), logo, a sra. Netflix recorreu aos filhos do escritor, Rodrigo García Barcha e Gonzalo García Barcha, que decidiram vender os direitos para a Netflix em 2019. Nós, leitores obcecados, ficamos apreensivos.
A bonita prometeu e entregou! Para começar, é bom informar que a obra em suas duas versões, faz parte do estilo literário Realismo Mágico. O que torna sensacional, pois mescla a naturalidade do absurdo, raízes culturais, crítica social e política. De cabeça, posso indicar Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Machado de Assis (1839-1908) e Incidentes em Antares (1970) de Erico Verissímo (1905-1975). Indico os dois!
A primeira parte da obra da Netflix, apresentou a fundação de Macondo e da família Buendía. Finda com as questões ideológicas do Coronel Aureliano Buendía e suas guerras. Só não podemos esquecer que as 32 guerras civis lideradas pelo coronel contra o regime conservador na obra da Netflix, refletem a instabilidade política crônica dos países latino-americanos no século XIX e início do século XX. Assim como os conflitos reais na Colômbia (como a Guerra dos Mil Dias), as lutas do coronel esvaziam-se de ideologia original e viram um ciclo mecânico de violência e poder pelo poder.
A segunda parte da adaptação de Cem Anos de Solidão na Netflix retrata a profunda transformação de Macondo e o desgaste inevitável da família Buendía sob o peso de suas tragédias e da modernização. Se a primeira parte focou no Coronel, a segunda parte foca na exploração dos trabalhadores e na tentativa de organização primária sindical diante da corporação que controlava extensões de terras na Colômbia e lucrava pagando pouco e oferencendo formas precárias de trabalho. Se não fosse Gabo, o massacre de 1928 jamais seria deflagrado, haja vista o próprio governo apagou vestígios do massacre das Bananeiras.
A importância da adaptação e da obra literária (que é atemporal) é o uso do realismo mágico para deflagrar novamente a tentativa da retirada da soberania dos Países da América Latina pelo imperalismo norte-americano. Lembrar é preciso! O enredo da família Buendía, que diante das fracassadas tentativas de resistir ao destino, repete tragédias e são envolvidos nas tramas políticas do povoado, compõe a trama e o urdume que somos todos nós, latinos.
De forma espetacular, o fim da estirpe Buendía nos lembra a inevitável Ouroboros, o ciclo do começo e do fim, na criação e da destruição. Aureliano Babilônia e seu filho Aureliano Rodrigo, diante do fim de Macondo, o último sendo consumido pelas formigas, o bebê de cauda, a tal temida cauda das relações incestuosas. "O primeiro da estirpe está amarrado a uma árvore e o último está sendo comido pelas formigas". Sensacional a adaptação! Atores e atrizes! Direção! Fotografia! TUDO!
domingo, 5 de julho de 2026
Disputa em Tokyo: a corrida do Edo/Heliot G. Lima
Essa resenha deveria ter saído há mais tempo, mas confesso que eu absorvi a leitura de uma maneira bem particular. Explico! Primeiro, tive acesso em período turbulento de faculdade e estágio obrigatório e é um livro recheado de detalhes culturais. Não dá pra ler sem um caderno de anotações e sem um tempo hábil pela excelência da escrita. Outro detalhe importante: é um livro escrito por um amigo aqui de Brasília (que inclusive está escrevendo seu segundo livro), o autor Heliot G. Lima Link Ebook Amazon @disputaemtokyo Instagram
A aventura começa quando o atual imperador japonês, após a reconstrução de um antigo rio da capital japonesa, Tokyo, resolve fazer uma disputa para escolher os novos protetores do lendário Rio Edo. Mas, tal corrida vai trazer à tona antigos conflitos que envolvem os atuais participantes. Não apenas conflitos, mas a ganância de poderosos que, aliada às inovações tecnológicas, anseiam em lucrar com as águas milenares do rio. Ser parte dos clãs protetores é a melhor oportunidade para alcançar o objetivo da rica e poderosa família Fuuté e se preparem para conhecer métodos desonestos para alcançar o objetivo, ter o domínio do Rio Edo.

Antigo local de Edo e atual localização de Tóquio
Nessa fantasia, conhecemos as irmãs Toshiko e Harumy, parte do clã Nawa, acusado de ser o responsável pela extinção completa da Rio. Sim, o curso do rio foi afetado pelas catástrofes da região e com o passar do tempo as nascentes foram soterradas e suas águas contaminadas. O crescimento da cidade também afetou a tradicional "serpente azul que cuspia arco-íris" e com o passar das gerações e avanço da tecnologia, muitos duvidavam da existência no passado desses clãs protetores. A disputa se dá após a ação do imperador e emergir o Rio Edo e os templos que ficavam à margem do "dragão azul".
Edo: a barragem do rio Otonashioji. Impressão japonesa de Utagawa Hiroshige (1797-1858) século XIX. Coleção particular.
Para além de restabeler um patrimônio material, o imperador procurava anular intermediários capitalistas sobre o Rio. Por isso, os descendentes dos clãs protetores foram convocados para uma corrida no próprio Rio. É aqui que os destinos se encontram, ligando as irmãs com os jovens Catatau e Ken Tetsuo, divulgadores de vídeos sensacionalistas na web. Ken, um jovem paulistano e Catatau, brasiliense da Capital do Brasil, caem de paraquedas e auxiliam as irmãs não apenas a avançar na corrida, mas a combater as táticas assassinas da Corporação Fuuté.
Essa corporação não conta apenas com forças humanas, mas com o auxílio de máquinas que desejam o extermínio da raça humana. É nessa ficção científica e aventura fantasiosa que vamos conhecer detalhes da cultura nipônica. A riqueza de detalhes da mitologia, arquitetura, costumes, hidrografia, lutas marciais tornam o enredo uma enciclopédia rica para os leitores que apreciam o universo japonês. O autor demonstra todo o seu conhecimento baseado em seus estudos na antiga capital japonesa, apresentando para nós detalhes das Eras passadas e características de drenagem e conservação dos canais hidrográficos. São 360 páginas de muita contribuição e se preparem para a reviravolta inesperada (pelo menos por mim) do final. Indico!






.jpeg)


.jpeg)

.jpeg)
.jpeg)

.jpg)

