Lauretino Gomes é autor dos livros 1808, 1822 e agora 1889. O autor
na introdução comenta a falta de prestígio no calendário cívico
brasileiro do episódio recente chamado Proclamação da República. Seus
personagens são menos conhecidos que Tiradentes, Pedro Álvares Cabral e
outros. Não justificando, mas apenas comentando, relata que o evento não
resultou de uma campanha com participação popular, e sim foi um golpe
militar com escassa e tardia participação das lideranças civis. O sangue
que não foi derramado na derrubada da monarquia, verteu nos 10 anos
seguintes (02 guerras civis, Revolda da Armada, Revolução Federalista,
Canudos totalizando +ou- 35 mil vítimas). Aconteceu mais por esgotamento
da monarquia do que do vigor dos ideais e da campanha republicana, com
fortalecimento da Lei Áurea que deu combustível e o descontentamento nos
quartéis desde o final da Guerra do Paraguai. (continua ...).
Do que leio, assisto, sinto e absorvo. Nunca será uma verdade absoluta, apenas um ponto de vista ou a vista de um ponto. Talvez uma dedução equivocada do meu olhar diante do mundo. Um olhar humano cheio de CID´s sem a presença da IA. Ela não devaneia. Então pra mim não serve. Eu quero o luxo do erro da falta de coesão textual. Aqui na solidão impossível de quem lê e carrega personagens e enredos dentro de si, me leio e releio. Para mim, é o suficiente. Os devaneios são meus, é tudo que tenho.
