segunda-feira, 12 de outubro de 2026

Katseye

 


    Eu tenho uma teoria comigo que é a seguinte: sem explorar o mundo do outro, o processo educativo é mais demorado. Bem Paulo Freire (amo!). Minhas alunas e meus alunos amam K-Pop. Decidi assistir o documentário sobre a formação do grupo global Katseye. Dormi com raiva! 

    A grosso modo, foi uma escolha em um show de talentos e a seleção nos demonstra essa indústria que dominou há tempos, a saber, K-Pop. Bom, não é um grupo exportado da Coreia do Sul de K-Pop. É tipo "sabor" K-pop, porém com integrantes do mundo todo. 

    Como sou uma conhecedora tardia e só conheci pela Duda (Leandro e Juliana) e minhas meninas do 8º B que são mentoras firmes, assisti e no final super entendo o hiato da Manon e Sophia. É puxado! Mas, não muito a declarar. Apenas a indicar a adultos que querem conhecer os ídolos que muitas e muitos estão venerando pela onda Tik-Tok e o bom trabalho dessas agências. 


    Obs: concordo com as polêmicas 2026! Estão sexualizando demais essas meninas e já na seleção, a produção demonstrou sugar demais delas. Que fiquem bem! 

Beleza Plástica - Netflix

 O Brasil  no ano de 2020 foi o País que mais fez cirurgias plásticas, sendo seguido pelos EUA e México. Parece que, a grosso modo, essa quadro mudou em 2024, quando EUA assumiram a liderança. Dentro desse debate se, devemos ou não, aceitarmos características físicas herdadas pela genética dos nossos pais, a Netflix lançou em setembro/2026 o J-Drama Beleza Plástica (Plastic Beauty). Longe de mim criticar quem se modifica pelo procedimento cirúrgico, só me falta dinheiro! Porém, as reflexões dentro do J-Drama são interessantes, apesar de focar mais no conflito familiar das famílias envolvidas. 


    Comecemos pela visão dos médicos envolvidos na ficção que são contrários aqueles que modificam corpos alheios. Então, em um contexto de conflito familiar e de dívidas, a médica Fumi Numata (Mayu Matsuoka) acaba sendo obrigada a trabalhar na poderosa clínica Toyama do aposentado cirurgião "A mão de Deus". Sua filha, Rin Toyama (Riisa Naka), sucessora da Mão de Deus, é a diretora e chefe da recém contratada Fumi. A princípio, parece ser escrupulosa e interessada apenas no resultado financeiro. Mas, como o passar dos episódios, começamos a perceber que, sua escolha por modificar corpos insatisfeitos, faz parte de um olhar humano sobre quem se olha todos os dias com sofrimento em relação a própria aparência. 

    No meio desse debate ético, temos reflexões sobre alcoolismo, cirurgia estética, padrões japoneses que, ainda que diferentes da nossa cultura brasileira, são dignos de reflexão, e a cada episódio, percebemos que, podemos mudar o nosso posicionamento a partir do momento que decidimos analisar o outro a partir do seu lugar de dor. Citemos a idosa com câncer terminal (não vou dar spoiler). 

    A finalização da série foca mais nos impasses familiares dos núcleos envolvidos. Tentei ao máximo não odiar o presidente Arata Toyama (Atsuro Watabe) pela sua infância e decisões, mas, infelizmente, não deu. Para mim, ele é o grande egoísta! A paciente que ficou cega (Sara), na mesa de procedimento com a Rin, precisamos de uma segunda temporada, pois para mim, prestei bastante atenção que ela tinha problema ocular antes da cirurgia e é uma grande FDP! 

    Seja como for, estamos passando por um momento de harmonizações e canetas emagrecedoras em cada canto da cidade. Volto a repetir, não é uma crítica. A série é muito boa em nos demonstrar esse olhar sobre o que a maioria julga como "desnecessário". Eu, pelo menos, finalizei como outro olhar. Finalizo com a crisálida, muito citada pela clínica Toyama. O processo durante a recuperação pós operatório cirúrgico, esperar as transformações após a mudança. Torço muito para que a Netflix produza uma 2ª temporada.