O Brasil no ano de 2020 foi o País que mais fez cirurgias plásticas, sendo seguido pelos EUA e México. Parece que, a grosso modo, essa quadro mudou em 2024, quando EUA assumiram a liderança. Dentro desse debate se, devemos ou não, aceitarmos características físicas herdadas pela genética dos nossos pais, a Netflix lançou em setembro/2026 o J-Drama Beleza Plástica (Plastic Beauty). Longe de mim criticar quem se modifica pelo procedimento cirúrgico, só me falta dinheiro! Porém, as reflexões dentro do J-Drama são interessantes, apesar de focar mais no conflito familiar das famílias envolvidas.
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Comecemos pela visão dos médicos envolvidos na ficção que são contrários aqueles que modificam corpos alheios. Então, em um contexto de conflito familiar e de dívidas, a médica Fumi Numata (Mayu Matsuoka) acaba sendo obrigada a trabalhar na poderosa clínica Toyama do aposentado cirurgião "A mão de Deus". Sua filha, Rin Toyama (Riisa Naka), sucessora da Mão de Deus, é a diretora e chefe da recém contratada Fumi. A princípio, parece ser escrupulosa e interessada apenas no resultado financeiro. Mas, como o passar dos episódios, começamos a perceber que, sua escolha por modificar corpos insatisfeitos, faz parte de um olhar humano sobre quem se olha todos os dias com sofrimento em relação a própria aparência.
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No meio desse debate ético, temos reflexões sobre alcoolismo, cirurgia estética, padrões japoneses que, ainda que diferentes da nossa cultura brasileira, são dignos de reflexão, e a cada episódio, percebemos que, podemos mudar o nosso posicionamento a partir do momento que decidimos analisar o outro a partir do seu lugar de dor. Citemos a idosa com câncer terminal (não vou dar spoiler).
A finalização da série foca mais nos impasses familiares dos núcleos envolvidos. Tentei ao máximo não odiar o presidente Arata Toyama (Atsuro Watabe) pela sua infância e decisões, mas, infelizmente, não deu. Para mim, ele é o grande egoísta! A paciente que ficou cega (Sara), na mesa de procedimento com a Rin, precisamos de uma segunda temporada, pois para mim, prestei bastante atenção que ela tinha problema ocular antes da cirurgia e é uma grande FDP!
Seja como for, estamos passando por um momento de harmonizações e canetas emagrecedoras em cada canto da cidade. Volto a repetir, não é uma crítica. A série é muito boa em nos demonstrar esse olhar sobre o que a maioria julga como "desnecessário". Eu, pelo menos, finalizei como outro olhar. Finalizo com a crisálida, muito citada pela clínica Toyama. O processo durante a recuperação pós operatório cirúrgico, esperar as transformações após a mudança. Torço muito para que a Netflix produza uma 2ª temporada.